Sem Fred, Fluminense vence o Volta Redonda na conta do chá


Leandro Euzébio marca o gol da vitória tricolor no Maracanã em tarde pouco inspirada da dupla de atacantes.

Sem muito esforço e em tarde pouco inspirada, o Fluminense derrotou o Volta Redonda, por 1 a 0, neste domingo, no Maracanã (assista aos principais lances no vídeo ao lado). O zagueiro Leandro Euzébio foi o autor do gol do jogo em que ficou evidente a falta que Fred faz ao ataque tricolor.

Com um problema no pé direito, ele foi substituído por Alan, que formou com Maicon uma dupla que deixou a desejar. No fim, o importante foi que o Fluminense conseguiu manter os 100% de aproveitamento na Taça Guanabara.

Além da vitória que garantiu a liderança do Grupo A, o Fluminense deixou o Maracanã sem sofrer gols. Já são três resultados positivos consecutivos no Carioca sem que a defesa seja vazada. Na próxima quinta-feira, o time volta a defender esta invencibilidade contra o Duque de Caxias, no Raulino de Oliveira (em Volta Redonda). Leandro Euzébio e Diguinho estão suspensos por terem recebido o terceiro cartão amarelo.

O Volta Redonda, por sua vez, voltou a sucumbir diante de um time grande. Até agora, o time do técnico Paulo Cezar Catanoce ainda não conseguiu uma vencer na Taça Guanabara. Além das derrotas para Fluminense e Flamengo, o time apenas empatou com o Olaria na estreia da competição. Na próxima quarta-feira, o Voltaço tenta mudar este panorama contra Boavista, em casa.



Primeiro tempo tranquilo



O jogo começou com o Fluminense bem ofensivo, apoiando com os laterais e explorando a movimentação dos atacantes. Mas foi o zagueiro Leandro Euzébio que surpreendeu o Volta Redonda. Sem ser incomodado, ele conduziu a bola até a entrada da área e acertou um chute no ângulo esquerdo do goleiro Everton.

Mesmo com a vantagem, o Fluminense continuou marcando a saída de bola do Volta Redonda, que não conseguia trocar muitos passes. Situação oposta à do time tricolor, que, aos 13, quase ampliou. Diguinho achou Mariano na intermediária, e este deixou Conca na cara do gol. Mas o argentino chutou cruzado para fora.

O primeiro chute a gol do Voltaço só aconteceu aos 19. Após boa arrancada, Tássio tocou para Marcio Loyola que chutou de primeira por cima do gol de Rafael. Mas este foi um lance isolado. Até porque o Fluminense esteve bastante envolvente. Os laterais tricolores caíam muito pelo meio, com Everton e Diguinho (e muitas vezes os próprios zagueiros) passando pelas alas.

Mas por mais que o Flu tivesse a posse de bola, as chances reais de gol foram escassas. Tirando uma pressão ou outra, o time parou de ameaçar. Na verdade, não fez maiores esforços para ampliar o marcador. A impressão era de que bastava um pouco mais de capricho e objetividade para marcar outro gol.



Sufoco na segunda etapa



Ao contrário do primeiro tempo, o Volta Redonda voltou mais ligado no jogo e começou pressionando. Tanto que teve muito mais a posse de bola do que o Fluminense nos minutos iniciais. Mas sem criar maiores problemas para a zaga tricolor.

Quem assustou mesmo foi, novamente, Leandro Euzébio. Numa falta cobrada por Conca, o zagueiro cabeceou para fora, aos oito. Cinco minutos depois, novamente em lance de bola parada, o Fluminense desperdiçou outra chance de ampliar. Após escanteio cobrado, a bola sobrou para Maicon dentro da pequena área, mas ele chutou para fora.

Aos poucos, o Fluminense voltou a dominar as ações. Mas pecava nas conclusões. Um bom exemplo foi o chute para fora de Júlio César quando ele poderia ter tocado para os companheiros mais bem posicionados. Foi aí que Cuca chamou Kieza e Marquinho para os lugares, respectivamente, de Maicon e do lateral-esquerdo.

Aos 23, o Volta Redonda assustou. Guilherme arriscou de longe, e o até então espectador Rafael pôs para escanteio. Poucos minutos depois, o técnico Paulo Cézar Catanoce colocou mais um atacante em campo: Adriano Pinheiro. Só que foi o Flu que assustou. Kieza recebeu livre, driblou o goleiro, mas perdeu o angulo e chutou para fora.


Aos 32, nova chance de ampliar. Após passe de Conca, Alan parou na defesa do goleiro. Dois minutos depois, o argentino bateu falta com categoria, mas o goleiro Everton pegou novamente.

Com poder de fogo dos atacantes em baixa e preocupado em segurar o resultado, Cuca colocou Willians no lugar de Alan aos 39 do segundo tempo. A essa altura, o jogo passou a ficar mais aberto e perigoso.

Com a proximidade do fim do jogo, Leandro Euzébio e Diguinho forçaram o terceiro cartão amaralo, para não correrem o risco de ficarem fora do Fla x Flu do próximo domingo.

Fonte: Globoesporte.com
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Dodô dá show, marca três gols, e o Vasco humilha o Botafogo no Engenhão

Artilheiro desencanta contra o ex-clube. Cruzmaltinos goleiam o rival por 6 a 0 e assumem a liderança do Grupo B da Taça Guanabara.



Na comemoração, mãos para o céu agradecendo o recomeço no futebol. Um artilheiro inspirado, sem pena da ex-torcida. Três gols em 34 minutos. Dodô está de volta. Azar do Botafogo. O artilheiro também participou de outros dois gols do massacre vascaíno por 6 a 0, neste domingo, no Engenhão, pela terceira rodada do Campeonato Carioca. Phillipe Coutinho, duas vezes, e Léo Gago fecharam a vitória. Foi a maior goleada sofrida pelo Alvinegro jogando no seu estádio.



Foi justamente quando atuava pelo Botafogo que Dodô passou pelo maior drama da carreira. Por causa de um complemento alimentar dado pelo clube, o atacante caiu no antidoping. Alegando sua inocência, foi suspenso e ficou um ano e meio sem jogar. A forte chuva que caía no estádio do Engenhão parecia levar os maus fluidos embora. Ele estava com saudade dos gols e não teve receio de comemorá-los, até mesmo na frente da torcida alvinegra. Dodô parece dar sorte no Engenhão: tem oito gols em sete jogos no estádio.

O Botafogo planejava uma grande festa. Antes da partida, a estátua de Garrincha foi inaugura no Engenhão. Em campo, o uruguaio Loco Abreu estreava com a camisa 13. Mas o número não trouxe sorte, assim como a nova camisa, de design diferente, metade cinza e metade preta, lançada de surpresa pelo departamento de marketing e já colocada à venda nas lojas do clube.

Com o resultado, o Vasco assumiu a liderança do Grupo B da Taça Guanabara, com nove pontos. E a torcida passou grande parte do segundo tempo cantando "o campeão voltou". O Time da Colina não vencia as três primeiras partidas no Campeonato Carioca há seis anos. Na edição de 2004, o Vasco passou por Portuguesa, Olaria e Bangu.

O Botafogo está em terceiro lugar, com seis pontos. Pela quarta rodada do Campeonato Carioca, o Alvinegro enfrentará o Tigres, na próxima quarta-feira, às 21h50m, em São Januário. A partida será transmitida pela TV Globo para todo o estado do Rio de Janeiro. Já o Vasco encara o Macaé na quinta-feira, às 19h30m, também em São Januário.

Dodô está de volta!

A partida começou com uma forte chuva castigando o gramado ruim do Engenhão e com a torcida alvinegra pegando no pé do ex-ídolo Dodô. Eram vaias e gritos de "mercenário" e "traidor" todas as vezes que ele tocava na bola. Foi assim quando o atacante acabou desarmado em um lance na intermediária.



Mas o futebol é dinâmico e cheio de reviravoltas. Poucos segundos depois, em uma bobeira na saída do Botafogo, a bola voltou para os pés de Dodô. Ele passou pelo primeiro marcador e soltou a bomba da entrada da área. Chute seco de fora da área, rasteiro, no canto direito do goleiro Jefferson, que nada conseguiu fazer. Um lindo gol logo aos três minutos. O atacante comemorou bastante, levantou as mãos para o céu e beijou a cruz de malta da camisa. Foi o primeiro gol do artilheiro pelo novo time.



O Vasco permanecia melhor. Aos 11 minutos, Carlos Alberto e Fágner fizeram uma jogada ensaiada após cobrança de escanteio, e o lateral cruzou para a área. O zagueiro Titi cabeceou para o gol, e Jefferson fez uma difícil defesa, espalmando a bola para a linha de fundo. Quase saiu o segundo gol.

A situação alvinegra piorou aos 14 minutos, quando o meia Eduardo entrou duro em Souza em uma dividida no meio-campo. O árbitro Felipe Gomes não pensou muito e puxou o cartão vermelho, expulsando o jogador do Botafogo, que saiu bastante vaiado de campo pelos torcedores.

Com um jogador a mais em campo, o Vasco dominou o meio. E o Botafogo perdia a cabeça. No tempo técnico, Estevam Soares tentou arrumar novamente o time, mas a bola voltou a rolar e o cenário não mudou. Alessandro e Herrera entraram de forma violenta em Léo Gago e Souza, respectivamente, e receberam cartão amarelo. A torcida do Vasco começou a gritar "timinho" para os alvinegros.

Aos 29 minutos, o Botafogo finalmente chegou pela primeira vez com perigo. O zagueiro Fernando foi atrapalhado pelo péssimo gramado, e a bola sobrou para Loco Abreu, que fez o passe para Herrera. O argentino chutou no ângulo direito de Fernando Prass, e a bola bateu na rede pelo lado de fora. Grande parte da torcida alvinegra chegou a gritar gol no estádio e só depois percebeu que a bola não havia entrado.

E aí Dodô foi logo deixando os alvinegros mais desesperados. Carlos Alberto avançou pela direita e cruzou para a área. O zagueiro Antônio Carlos dormiu no lance, e Dodô esticou a perna na altura da segunda trave para desviar e marcar o segundo gol. Ele não teve pena da ex-torcida e foi comemorar em frente aos alvinegros - Carlos Alberto, outro com passagem pelo Botafogo, ainda apareceu para "engraxar" as chuteiras do atacante.

O artilheiro estava inspirado. Dois minutos depois, em um contra-ataque rápido, ele recebeu livre na cara do goleiro Jefferson e deu um toque com tranquilidade por cima do goleiro. Vasco, ou melhor, Dodô, três. Botafogo, zero. E junto com o gol vieram os gritos de "olé" da torcida cruzmaltina e de "burro" para Estevam Soares dos alvinegros.
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Em sua primeira vez com a camisa do Fla, Love garante a vitória rubro-negra



Atacante marca dois contra o Bangu em sua estreia pelo clube de coração.

Dia de sol, Engenhão com público discreto e gramado esburacado. Mesmo assim nada disso foi capaz de ofuscar os brilhos das estrelas rubro-negras. Principalmente o de Vagner Love, que em sua estreia marcou os dois gols que garantiram a vitória do Flamengo sobre o Bangu por 2 a 1, neste sábado, pela terceira rodada da Taça Guanaraba, o primeiro turno do Campeonato Carioca. Tiano descontou em cobrança de pênalti.

Para não colocar tantos jogadores ainda sem ritmo de jogo em campo, Andrade deixou Petkovic no banco de reservas. Afinal, além de Adriano e Love, o lateral-direito Leonardo Moura e o zagueiro Álvaro voltaram ao time. Com isso, o Flamengo entrou em campo bem diferente das primeiras rodadas, quando teve apenas quatro titulares. Dessa vez, foram apenas três reservas: Everton Silva, que jogou improvisado na lateral esquerda, Fernando, que de novo substituiu Willians, machucado, e Vinícius Pacheco, que foi o meia de ligação na vaga do poupado Pet.

Com a vitória, o Flamengo segue invicto no Carioca, com nove pontos, na lidreança temporária do Grupo A. Este foi o terceiro resultado positivo do time comandado por Andrade nas três primeiras rodadas da competição. Para o jogo contra o Americano, quarta-feira, no Maracanã, ele terá o retorno de Juan e possivelmente de Willians.

O Bangu, por sua vez, segue sem marcar ponto, com uma campanha ruim. Esta foi a terceira derrota consecutiva do time comandando por Marcelo Buarque. O time pega o Olaria, quarta-feira buscando seu primeiro ponto na Taça Guanabara.




Love brilha no primeiro tempo

No corredor que dá acesso ao gramado, as criancinhas aguardavam com perucas de trancinhas rubro-negras para entrar em campo com o estreante do dia. Vagner Love foi o último a chegar, cumpriu o ritual de dar três pulinhos com o pé direito e logo foi saudado pela torcida que cantou: “Só Love, Só Love”. O mais festejado, porém, foi o Adriano, que recuperou-se da queimadura no pé esquerdo.

- Ainda não estou 100% fisicamente, mas aos poucos vamos melhorando. Espero que 2010 seja tão bom como o ano passado – disse o Imperador.

O Bangu começou melhor, aproveitando algumas falhas do Flamengo, que teve maiores dificuldades para se adaptar às péssimas condições do gramado. Mas quando conseguiu trocar passes, chegou com perigo. Numa bela triangulação, aos 12 minutos, entre Love e Adriano, Vinícius Pacheco ficou livre na área, driblou o goleiro e sofreu um pênalti não marcado pelo árbitro Vagner dos Santos Rosa.

Quatro minutos depois, um susto. Numa trombada com o zagueiro Carlos Renan, Adriano levou as mãos ao pé esquerdo machucado e passou a mancar. Mas as dores do Imperador ficaram em segundo plano quando, aos 18, Fernando roubou uma bola, driblou o marcador e arriscou chute de longe em que o goleiro Marcos Leandro deu rebote. Esperto, Love aproveitou e fez o seu primeiro gol com a camisa do Flamengo. O atacante comemorou muito e incendiou a torcida.

Um minuto antes do tempo técnico, porém, o Bangu quase empatou em um descuido da defesa rubro-negra. Mas Bruno apareceu bem para evitar o empate, colocando a bola para escanteio. O jogo parou para os times se refrescarem, e Adriano aproveitou para tirar a chuteira e ser atendido pelo médico Marcio Tanure.

Mas não houve maiores problemas com ele. Tanto que, aos 24, ele mandou duas bolas no travessão. A primeira após tabela com Kleberson. A segunda após tentar encobrir o goleiro de perna direita. Na continuação da jogada, Adriano deixou Love na cara do gol, e a finalização passou rente a trave.

O Bangu respondeu rapidamente, em falta cobrada com perigo por Tiano. Bruno, novamente, fez boa defesa, colocando a bola para escanteio. Depois de alguns minutos sem maiores destaques, Tiano voltou a assustar, aos 35, com um chute de fora da área.



A partir daí, o jogo passou a ter um ritmo mais cadenciado, sem maiores emoções e com o Bangu tocando mais a bola. Mas, em contra-ataque, o Flamengo ampliou. Aos 45, Bruno cobrou uma falta para o ataque. Adriano pulou mais alto e, em um toque sutil de cabeça, a bola acabou sobrando para Love. Ele conseguiu, quase se complicando, driblar o goleiro e marcar seu segundo gol rubro-negro.

Quando o primeiro tempo parecia que ia acabar, o árbitro marcou pênalti de Vinícius Pacheco em Abílio. Tiano cobrou e diminuiu a diferença. Após uma falta dura em que Love precisou deixar o campo de maca, o árbitro apitou.



Bangu perde chance de estragar a festa



Os times voltaram a campo sem nenhuma modificação. Mas novamente o Bangu começou mais ligado e quase chegou ao empate aos dois minutos, com Tiano batendo cruzado, e Álvaro cortando. Aos poucos, o Flamengo foi se encontrando em campo e, aos nove, Adriano fez boa jogada dentro da área e cruzou. Mas a bola passou por todo mundo e foi para fora.

Aos 16, novamente Adriano levou perigo. Em falta cruzada cobrada perto da linha da grande área, a bola passou rente à trave. Foi aí que a torcida aumentou o coro pedindo a entrada de Petkovic, em desejo prontamente atendido por Andrade durante o tempo técnico. A mudança não alterou o time taticamente, mas o Flamengo passou a valorizar a posse de bola. Pouco tempo depois, o treinador rubro-negro substituiu Leonardo Moura por Fierro.

Aos 34, o Bangu quase chegou ao empate. Após boa triangulação na área rubro-negra, Toró demorou para tirar a bola, e Bruno fez boa defesa em chute rasteiro. Em seguida, Gustavo Correia recebeu belo cruzamento de Bruno Santos e perdeu o gol em chute forte dentro da área.

A partir daí, foi só pressão do Bangu, O Flamengo não soube valorizar os contra-ataques, Pet prendeu algumas bolas e deu algumas bobeadas na defesa. Nos acréscimos, Bruno ainda teve que fazer mais uma difícil defesa após chute perigoso de Sassá. E Love quase chegou ao terceiro, em boa saída do goleiro banguense Marcos Leandro.

Fonte: Globoesporte.com
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No sufoco, Botafogo garante vitória sobre o Friburguense


Em jogo de dois pênaltis perdidos, Alvinegro supera vaias e conquista triunfo com gols do estreante Renato e do argentino Herrera.

Nem mesmo a vantagem de um homem a mais desde os seis minutos do segundo tempo parecia suficiente. Na base da insistência, o Botafogo sofreu para vencer por 2 a 0 o Friburguense, nesta quinta-feira, na primeira partida da equipe no Engenhão em 2010. O estreante Renato e o argentino Herrera marcaram os gols que garantiram mais três pontos ao Alvinegro. A partida, válida pela segunda rodada do Grupo B da Taça Guanabara, teve ainda dois pênaltis desperdiçados.

Na próxima rodada da competição, o Botafogo faz o clássico contra o Vasco, domingo, às 19h30m (de Brasília), no Engenhão. As duas equipes têm seis pontos, mas o Alvinegro lidera o Grupo B por ter melhor saldo de gols (5 a 3). Já o Friburguense, que soma apenas um ponto na Taça Guanabara, recebe o Tigres na cidade de Nova Friburgo, às 17h.

Pouca velocidade, pênalti perdido e vaias no primeiro tempo

Se na estreia, fora de casa, o Botafogo impôs velocidade, no Engenhão a equipe inciou a partida de forma lenta. Sem conseguir tocar a bola com qualidade por causa do péssimo estado do gramado, o Alvinegro se limitava aos chutões, facilitando a vida da defesa do Friburguense. Já o adversário esperava o momento certo para buscar os contra-ataques e surpreender.

Foram justamente do Friburguense as primeiras oportunidades de gol da partida. Aos sete minutos, Hércules quase conseguiu balançar a rede ao desviar uma bola que passou perto da trave de Jefferson. A equipe serrana arriscava de fora da área sem perigo, mas assustava com as descidas em velocidade, principalmente pelo lado esquerdo, nas costas de Alessandro.

Como não era possível impor seu ritmo no toque de bola e nem na velocidade, o Botafogo criou sua melhor chance no primeiro tempo utilizando o talento individual. Herrera complicou a vida do Friburguense, ganhando na raça de um marcador pelo lado direito. O argentino cruzou, e a bola sobrou para Marcelo Cordeiro, que mandou uma bomba no travessão do goleiro Marcos, aos 24 minutos.

Mas o Friburguense assustava, lançando mão de contra-ataques perigosos que tiravam proveito do mau posicionamento e dos erros de passe do Botafogo. Os visitantes assustaram aos 30 minutos, quando Bidu arriscou de fora da área e obrigou Jefferson a fazer grande defesa.

Na primeira vez em que utilizou a velocidade, o Alvinegro teve a melhor chance do segundo tempo. Após um contra-ataque puxado em uma tabela entre Eduardo e Herrera, o argentino acreditou numa bola que parecia fora de domínio e teve a camisa puxada por Roberto Júnior na área. O árbitro Marcelo de Lima Henrique marcou pênalti. A torcida gritou o nome do atacante, mas Lucio Flavio foi para a cobrança aos 33 minutos, e Marcos pulou em seu canto direito para fazer a defesa. Era o que precisava para a torcida perder de vez a paciência e começar a vaiar o time, e como sempre, o alvo principal foi Alessandro.



Alívio na etapa final



Embora ainda faltasse alguma técnica, o Botafogo voltou para o segundo tempo mostrando maior disposição. Com o atacante Caio no lugar de Jorge Luiz, a equipe passou a marcar com maior intensidade a saída de bola do adversário. E antes que pudesse criar uma chance consistente, o Alvinegro se viu com importante vantagem, depois que Roberto Júnior foi expulso por falta dura em Eduardo, aos seis minutos.

Empolgado pelo fato de ter um homem a mais, o Botafogo partiu para cima, mas se esqueceu da retaguarda. E o Friburguense teve uma grande oportunidade após o árbitro assinalar pênalti de Jefferson em Miguel, numa jogada de contra-ataque. Mas Hércules acertou a trave esquerda, aos 12 minutos.

A partir de então, o Friburguense passou a se fechar no centro de sua área, obrigando o Botafogo a avançar. O Alvinegro não conseguia articular jogadas que furassem o bloqueio defensivo e, além disso, permanecia exposto a contra-ataques.

Mas de tanto insistir no toque de bola, o Botafogo chegou ao gol. Aos 28 minutos. Eduardo fez bom passe para Renato, que recebeu na grande área, pelo lado direito, e chutou cruzado para fazer 1 a 0, apenas 15 minutos após vestir pela primeira vez a camisa alvinegra.

Mesmo com o jogo controlado, o Botafogo seguiu investindo até consolidar a vitória depois que o árbitro marcou pênalti duvidoso de Flavinho em Caio, que teve o mérito de acreditar em uma bola dividida. Dessa vez, Lucio Flavio abriu mão da cobrança, que coube a Herrera. O argentino chutou forte no canto direito do goleiro e fez a festa dos torcedores

Fonte: Globoesporte.com
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Nilton e Carlos Alberto garantem vitória do Vasco sobre o América no Engenhão


Com gols no segundo tempo, time chega aos seis pontos no Grupo B da Taça Guanabara. Fágner, contra, fez para a equipe do pressionado Bebeto

Em um Engenhão castigado pela chuva, Nilton e Carlos Alberto fizeram a alegria dos pouco mais de quatro mil torcedores do Vasco que compareceram ao estádio na noite desta quarta-feira, para acompanhar o confronto pela segunda rodada da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. Com os lances, o Gigante da Colina venceu o América por 2 a 1 e chegou aos seis pontos no Grupo B da competição (veja os gols da partida). O Alvirrubro, que diminuiu com um gol contra de Fágner, seguiu sem pontuar.



Os gols da partida saíram na etapa final, após um primeiro tempo cheio de oportunidades desperdiçadas pela time da Colina. Sob o olhar do atacante Elton, que chegou ao Rio de Janeiro e vai assinar contrato nesta quinta-feira, os comandados de Vagner Mancini mostraram um futebol melhor do que o apresentado na primeira rodada da competição e conseguiram o triunfo.



Na próxima rodada, o Vasco vai encarar o Botafogo, no domingo, no Engenhão. O América pega o Macaé, fora de casa, no sábado.



Vasco desperdiça muitas chances na etapa inicial



O campo molhado, com muitas poças, dificultava o toque de bola do Vasco, mas não foi o suficiente para evitar que fossem criadas chances de perigo desde cedo. Logo aos três minutos, Philippe Coutinho aproveitou bobeada dos zagueiros, invadiu a área e chutou para boa defesa de Roberto, que espalmou para escanteio. O América respondeu aos oito. Em um rebote da defesa do Vasco, Osmar dominou na marca do pênalti e chutou para a intervenção de Fernando Prass.



Philippe Coutinho perdeu uma outra chance clara de gol aos 12. Dodô recebeu na entrada da área e rolou para o garoto. O meia ajeitou o corpo e chutou de primeira para outra grande defesa de Roberto. Mais uma vez o América respondeu logo em seguida. Aos 17, Jones Carioca cruzou na área e Adriano, de frente para o gol, errou o chute.



Atuando com desenvoltura, Dodô voltou a colocar Coutinho de cara para o gol. O garoto dominou dentro da área e rolou para Léo Gago. O volante chutou e a bola foi travada pela defesa. Aos 26, o "artilheiro dos gols bonitos" recebeu na entrada da área e arriscou. A bola passou à direita de Roberto.



No minuto seguinte, Philippe Coutinho tocou para Dodô na entrada da área. O goleador tentou chutar, mas foi travado pela zaga. Na sobra, Coutinho arriscou de fora da área e Roberto salvou mais uma vez. Aos 37, Léo Gago cobrou falta da direita na cabeça de Carlos Alberto. O capitão tocou de leve e a bola passou por cima do gol do América.



Nilton e Carlos Alberto garantem os três pontos para o Vasco



O Vasco voltou para o segundo tempo com uma alteração. Mancini sacou Jumar e optou pela entrada de Souza. A equipe entrou melhor na etapa final e, logo aos cinco minutos, abriu o marcador. Nilton arriscou da intermediária e o goleiro Roberto aceitou: 1 a 0. O gol deu tranquilidade ao time da Colina para jogar nos contra-ataques.



A primeira chance de ampliar aconteceu aos 13 minutos. Carlos Alberto tocou para Márcio Careca, que cruzou na marca do pênalti. Coutinho tentou chutar de primeira e furou. Na sobra, Dodô cruzou para Careca pelo lado esquerdo da área. O lateral soltou a bomba e Roberto espalmou para escanteio.



O Vasco tentava ampliar o placar, mas pecava no último passe. Aos 27, o América teve uma chance de ouro para empatar. Adriano tabelou com Daniel Morais e recebeu dentro da área. O atacante soltou a bomba e Fernando Prass fez uma linda defesa, salvando o time da Colina. Três minutos depois, Dodô foi lançado, ganhou do zagueiro na corrida e chutou para fora.



Aos 36, o Vasco pôde respirar aliviado. Carlos Alberto puxou contra-ataque e rolou para Dodô dentro da área. O goleador chutou e Roberto fez uma ótima defesa. Na sobra, o camisa 19 pegou o rebote, cortou um defensor do América e finalizou para marcar o segundo. No fim, aos 45, Fágner se enrolou após cruzamento da direita e marcou contra.

Fonte: Globoesporte.com
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Gols de Mezenga e categoria de Pet garantem vitória do Fla sobre o Voltaço


Ainda com problema no calcanhar esquerdo, Adriano ficou no Rio. Vagner Love, sem inscrição, apenas treinou em Volta Redonda. Na ausência do Imperador e do novo candidato a ídolo, coube a Bruno Mezenga assumir o trono do ataque rubro-negro na noite desta quarta-feira. O atacante, de 21 anos, marcou duas vezes na vitória do Flamengo por 3 a 1 sobre o Volta Redonda (veja o vídeo com os gols). Foram os dois primeiros gols do jogador pela equipe principal rubro-negra.


Novamente quase com um time B – no total, sete titulares ficaram fora da partida no estádio da Cidadania – o Rubro-Negro contou com uma ajuda preciosa de um velho conhecido no segundo tempo: Petkovic. Depois de apenas quatro minutos em campo, o sérvio fez um belo gol e mostrou que ainda reina soberano no meio-campo, apesar dos 37 anos.


A vitória na Cidade do Aço mantém o time da Gávea com 100% de aproveitamento, na terceira posição do Grupo A da Taça Guanabara – Fluminense e Boavista estão à frente por causa do saldo de gols. Na próxima rodada, o adversário será o Bangu, sábado, no Engenhão. Há a expectativa da estreia da dupla de ataque Adriano e Vagner Love.

Campeão da Taça Guanabara em 2005, o Volta Redonda começa mal o Estadual, com apenas um ponto em dois jogos. O time, que conta com os ex-rubro-negros Paulinho e China, teve como jogador mais perigoso o atacante Tássio. No fim, a equipe aurinegra ainda teve dois jogadores corretamente expulsos por entradas violentas.



Confira a tabela da Taça Guanabara



'Rei do Gado' impera no primeiro tempo



A torcida do time da casa foi a primeira a se empolgar. Logo aos 6 minutos, Toró cortou de cabeça para a entrada da área. Mário César chutou de primeira e por pouco não acertou o canto esquerdo de Bruno.

O susto acordou o time misto rubro-negro. Kleberson cobrou falta e Everton segurou. Apesar de dominar o meio-campo, com boa presença de Fierro e Vinícius Pacheco, o Flamengo teve dificuldades, porque os dois atacantes – Mezenga e Obina – não conseguiam segurar a bola no campo ofensivo.

O jogo duro das equipes respingou em Andrade. O treinador reclamou da postura do árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos e foi expulso.

- Só pedi para que ele marcasse falta no Obina. Ele gosta de aparecer – disse o treinador, inconformado, enquanto deixava o gramado.

Logo depois, aos 29, Tássio recebeu na área e cabeceou na trave. Entretanto, o auxiliar invalidou o lance por impedimento.



No primeiro lance real de perigo, aos 36 minutos, o Flamengo abriu o placar. Kleberson levantou na área, Bruno Mezenga subiu e cabeceou bem. Era o fim de um jejum que durava 19 jogos com a camisa rubro-negra. O mesmo Mezenga teve a chance de ampliar aos 39, mas o chute com a perna esquerda saiu torto: foi parar na linha lateral.

O Flamengo ampliou com uma jogada que lembrou a dupla de ataque do título brasileiro de 2009. Aos 42, Vinícius Pacheco deu um drible desconcertante em Paulinho, à la Zé Roberto. Mezenga, em noite de Imperador, completou de perna esquerda o cruzamento rasteiro.



Susto só até a entrada de Pet



Atrás no placar, o Volta Redonda iniciou a etapa final lançando-se ao ataque. Guilherme arriscou de fora da área aos 12, e Bruno defendeu sem dar rebote. Um minuto depois, Tássio cabeceou e dimminuiu, aproveitando chute cruzado de China que desviou em David.

A partida ficou tensa. Para esfriar, Petkovic estreou na temporada no lugar de Bruno Mezenga. A entrada do gringo levantou a torcida. Logo na primeira jogada, recebeu de Vinícius Pacheco, driblou Herbert e chutou com precisão no canto esquerdo. Um belo gol, aos 27 minutos.

Logo depois, Herbert fez falta dura em Obina e foi expulso. Em seguida, Washington também perdeu a cabeça, deu um carrinho criminoso em Fernando e recebeu o vermelho, aos 39. Pouco antes, Petkovic deixara Gil na cara do gol, mas o atacante foi egoísta e não rolou para Obina, que estava sozinho. Gil preferiu chutar, errou o alvo, e desperdiçou a chance.

Fonte: Globoesporte.com
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Maraca vira praia, Fred tira onda, e Flu conquista segunda vitória na Taça GB



Se não pôde ir à praia nesta quarta-feira, Fred usou o Maracanã para tirar onda no calor do Rio de Janeiro e comandar a segunda vitória do Fluminense na Taça Guanabara. Com dois gols de pênalti, o atacante surfou no gramado e garantiu os 3 a 0 sobre o Bangu (assista aos gols no vídeo ao lado). De quebra, deu início à contagem de 60 gols na temporada - Alan pegou uma marola e deu números finais à partida.

Ao todo, 12.742 tricolores assistiram ao jogo e acompanharam o artilheiro no programa. Com o resultado, o Tricolor pulou para seis pontos na tabela e se manteve na liderança do Grupo A. O Bangu, por outro lado, segue sem pontuar nem balançar as redes.



Na próxima rodada, o Flu volta a jogar no Maracanã. O adversário será o Volta Redonda, domingo, às 17h (de Brasília). Já o Bangu tem mais um grande pela frente: encara o Flamengo, sábado, também às 17h, no Engenhão.



Confira a classificação atualizada da Taça Guanabara!



Flu dita o ritmo e sai na frente



Ao seu ritmo, o Fluminense encarou o sol e administrou o primeiro tempo. A equipe de Moça Bonita até tentou impor um ritmo forte nos minutos iniciais, mas o calor de cerca de 40 graus que castigou o Maracanã tornou inevitável o andamento mais cadenciado na etapa inicial.

O primeiro chute da partida foi de Tiano, sem perigo, com um minuto. Do lado tricolor, a primeira conclusão foi de Fred, aos 11. De fora da área, o atacante mandou para fora. Entretanto, foi o suficiente para fazer o torcedor cantar. Bem arrumado, o Bangu tinha mais posse de bola, e Pipico, aos 13, assustou com cabeçada por cima do travessão.



Mesmo sem fazer força, o Tricolor abriu o placar aos 19. Maicon fez bonita tabelinha com Everton, invadiu a área e foi derrubado por Marcão - o ex-volante tricolor, ídolo da torcida, teve o nome cantado antes do jogo. Pênalti bem marcado e convertido por Fred, com direito a duas paradinhas.



Com a vantagem, o Fluminense passou a trabalhar a bola no meio-campo, assustando em jogadas esporádicas. Aos 32, Everton apareceu novamente bem no ataque e trocou passes com Mariano. Da marca do pênalti, ele emendou de canhota, e Marcos Leandro salvou o Bangu.



A partir deste momento, a equipe de Cuca adiantou a marcação e, mesmo sem forçar muito, pressionou com bolas aéreas. Aos 39, Maicon trocou de lado, abriu pela esquerda e recebeu passe de Conca. O chute saiu cruzado, e o goleiro alvirrubro mais uma vez fez grande defesa. Foi o lance final de um primeiro tempo marcado pelo calor e pelo equilíbrio da equipe tricolor.



Novamente de pênalti, Fred decreta a vitória



O segundo tempo começou como o primeiro, com o Bangu assustando em chute de Tiano, e o Fluminense sem pressa. Afoito, o time de Moça Bonita até se mantinha no campo de ataque, mas não assustava. O primeiro lance de perigo foi mesmo tricolor, aos 12, mais uma vez com Everton.

O meia arriscou de fora da área e forçou Marcos Leandro a outra boa defesa. Três minutos depois, também de longe, Fred chutou bem e tirou tinta do travessão. Com o Flu saindo para o jogo, o Bangu finalmente chamou a atenção. Tiano serviu Pipico, que tocou na saída de Rafael. O goleiro salvou com o pé.



Com o sol dando uma trégua, o Tricolor resolveu forçar. Aos 17, Fred partiu em velocidade, invadiu a área, mas foi desarmado por Marcão. Seis minutos depois, no entanto, mais uma chance imperdoável: Conca foi derrubado por André Oliveira na área. Pênalti, novamente convertido com paradinha pelo camisa 9.

Já no minuto seguinte, por muito pouco Maicon não transformou o placar em goleada. O "Bolt" recebeu de Conca na pequena área, driblou Marcos Leandro e chutou desequilibrado. Bruno Santos afastou o perigo.



A partir daí o que se viu foi um Bangu entregue e um festival de gols perdidos, principalmente por Maicon. Até que Alan, aos 46, recebeu de Mariano na intermediária, girou, passou por um defensor e chutou no canto esquerdo do goleiro, completando a festa do Flu, que entrou no tubo e segue tirando onda no Estadual.

Fonte: Globoesporte.com
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